quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

TOP 5 - Álbuns favoritos do Hyuri


Olá meus amigos, estou aqui de volta, para falar dessa vez, dos meus 10 álbuns musicais favoritos! Vamos lá!

5 - Mamonas Assassinas - Manonas Assassinas (1995)



Ficheiro:Musicasmamonasassassinas.jpg


Sem dúvida, uma banda que me marcou muito. Embora eu não estivesse vivo em seu período, vivenciei boa parte das músicas da banda.

Cada música desse álbum é uma verdadeira obra-prima. O álbum reúne inúmeros sucessos. Com letras animadas e caprichadas, além da boa qualidade técnica, realmente, é um álbum altamente recomendado para você ouvir várias e várias vezes.

3/5

4 -  Bruno e Marrone - Bruno & Marrone Ao Vivo (2005)




Reunindo sucessos de umas das maiores duplas do Brasil, este álbum traz sucessos como "Inevitável", "Trânsito Parado" e "Menina". Além do CD, esse álbum contém um DVD com músicas a mais. Enfim, é um bom álbum, não tenho muito o que comentar.

3,5/5

3 - AC/DC - Back in Black (1980)


Muitos me perguntam: qual é a razão de eu gostar tanto deste álbum? Eu respondo: é sem dúvida o melhor álbum do AC/DC na minha opinião. Além de trazer sucessos como "Hells Bells", "Back in Black" e diversos outros, ele tem qualidades artística e técnica impecáveis! Digna da banda AC/DC. Por isso, o terceiro lugar ficará com AC/DC.

4/5

2 - Jorge e Mateus - At the Royal Albert Hall - Live in London (2013)


Não chega a ser um CD, mas sim um DVD. Contendo os grandes sucessos da dupla Jorge e Mateus, reunidos em um único e épico show.

Esse disco apresentou músicas que futuramente cairiam na boca do povo como "A Hora é Agora" e
"Se Eu Chorar".

Vale lembrar que esse não é o melhor álbum de todos, mas é o que mais me agrada e por isso ele está aqui.

4,5/5

1 - Simon and Garfunkel - Bookends (1968)


Essa é uma dupla que eu não conhecia muito bem, só tinha ouvido falar de "The Sound of Silence". Graça ao meu amigo Bruce Dubber, que também é autor deste blog, fui correr atrás do repertório da dupla.

Além de músicas fantásticas como "Save the Life of My Child", "America" e "Fakin' It", "The Sound of Silence" é marcado por ser o penúltimo álbum da dupla antes de ambos seguirem carreira solo.

Nada tenho mais nada a declarar, apenas que é sem dúvidas um dos melhores álbuns que já ouvi!

5/5

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Essa lista, pode estar sujeita a mudanças, então pode ser que futuramente eu faça outra lista, dessa vez um top 10.

Até mais!

O Lado Bom da Vida / Silver Linings Playbook (2012) - 3,5/5



Título em português: O Lado Bom da Vida / Ano: 2012 / Direção: David O. Russell
Gênero: Drama / Romance / Elenco: Bradley Cooper, Jennifer Lawrence, Robert De Niro.


A bola da vez em Hollywood é a dupla Bradley Cooper e Jennifer Lawrence. Em “O Lado Bom da Vida”, mais uma vez os queridinhos da indústria cinematográfica estão juntos.

Pat Solatano (Bradley Cooper) esteve internado em um hospital psiquiátrico após flagrar a esposa Nikki (Brea Bee) o traindo com outro homem. Ele busca refazer a vida após o episódio, mas não contava com a aparição de Tiffany (Jennifer Lawrence), mulher também perturbada e os dois passam a conviver juntos em sua loucura.

O filme de David O. Russell é uma adaptação do livro homônimo de Matthew Quick. “O Lado Bom da Vida” é um filme clássico travestido de moderninho. Sua estrutura é esquemática: o protagonista enfrenta um problema inicial, surge outro problema em sua vida e ele passa a viver um dilema até chegar ao final feliz. As produções da “Era de Ouro” funcionavam no mesmo esquema. O resultado na tela é um filme mediano e oscilante.

Bradley Cooper constrói um personagem irritante. Parece um furacão em cena, falando rápido e sempre veloz. Pat passa boa parte do filme correndo. A carismática Jennifer Lawrence vai bem interpretando a transtornada Tiffany. O Oscar que ganhou foi merecido. Claramente, os dois atores formam uma dupla entrosada, porém, batida. Robert De Niro faz um personagem menor que lembra pouco seus grandes papéis no cinema.

“O Lado Bom da Vida” é redondinho. Tudo parece estar em seu lugar. A direção, convencional, não chama a atenção. É um filme despretensioso. O que impressiona é o filme ter recebido tantas indicações ao Oscar. Sinal dos novos tempos de Hollywood? Talvez.

ENREDO: 4/5
ATUAÇÕES: 4/5
DIREÇÃO: 3/5
CINEMATOGRAFIA: 3/5
NOTA GERAL: 3,5/5



Mickey and Minnie: The Great Circus Mystery (SNES) - 4/5



Olá amigos, hoje, vamos falar de algo que todos gostamos: videogames! Alguns jogos marcam, seja antigos e novos. E hoje, nosso review será de um jogo da minha infância e que eu joguei novamente na semana retrasada.

Confesso que, de inicio, eu não iria jogar este jogo. Queria jogar outro, o "Mickey to Donald: Magical Adventure 3". Porém, deixarei para comentar sobre este jogo em uma próxima e futura review.

Começa com uma tela de seleção de personagens clássica. Onde é possível escolher entre o Mickey e sua namorada Minnie. Logo após, temos a Cutscene do jogo. A história do jogo é bem simples. Mickey e Minnie, foram ir a um circo na beira da estrada, lá o Pateta os encontra e diz que seus amigos sumiram. E é aí que começa a a aventura.

Tela de seleção dos personagens.
As primeiras fases e chefes (são 2 por fases), são fáceis. É só usar memorização que você passa de boa. Além disso, você ainda ganha roupas especiais para utilizar nas fases. À cada fase, você ganha uma roupa especifica que vai te ajudar em determinado momento.

Não vou entrar em detalhes sobre fases e chefes para não entregar toda a graça de se jogar. Pois meu objetivo é que você conheça e se interesse para ir jogar.

É um jogo bom, com cenários coloridos, inimigos fáceis, chefes com uma certa dificuldade e o design dos protagonistas é lindo! Digno de uma obra Disney no Super Nintendo. Se há um ponto fraco nesse jogo, talvez seja os inimigos. Principalmente os Chefes. Tem um momento por exemplo, que você precisa se esquivar de um lobo (sorry pelo spoiler), e ele mira no último lugar, ou no lugar que você esta, fica até um pouco difícil detê-lo. Mas isso, vai de cada um também. Eu só morri porque sou um "noob" em jogos antigos mesmo.



Peço desculpas pela review ser tão curta, mas é minha primeira review assim. Não é um jogo ruim, mas não me agradou tanto quanto sua sequência. Obrigado por lerem e até o próximo review!

ENREDO: 2/5
GRÁFICOS: 4/5
JOGABILIDADE: 3/5
TRILHA SONORA: 4/5
NOTA FINAL: 4/5

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Fahrenheit 451 (1966) - 5/5


Título em português: Fahrenheit 451/ Ano: 1966 / Direção: François Truffaut
Gênero: Drama / Ficção Científica / Elenco: Oskar Werner, Julie Christie, Cyrill Cusack.

Nem sempre uma adaptação de livros tem a mesma vivacidade na grande tela. Por vezes, a história não se encaixa no ritmo cinematográfico ou o livro tem uma pegada única e intransponível. Não é o caso de Fahrenheit 451. O clássico escrito por Ray Bradbury em 1953 virou filme pelas mãos de François Truffaut. “Fahrenheit 451” traz muitos conceitos da França de Truffaut, também o berço da novelle vague.

Montag (Oskar Werner) é um bombeiro. A função dos bombeiros nessa distopia não é apagar incêndio, e sim, queimar livros. Patrulhas rondam pela cidade em busca de criminosos. Os livros apreendidos são queimados em praça pública e os leitores são presos. Montag conhece Clarisse (Julie Christie), uma simpática professora. A partir daí, sua visão sobre a própria vida e o mundo em que vive muda completamente. Christie também interpreta a alienada mulher de Montag, Linda.

Montag e seus colegas em mais uma ocorrência.

Quem vê “Fahrenheit 451” hoje talvez saia assustado da sessão de cinema. O filme parece mostrar a realidade atual. Em determinado ponto da produção, vemos uma televisão semelhante às atuais, que também é interativa. Linda (Christie) sofre um colapso após tomar remédios tranquilizantes. Enquanto isso, Rivotril é o remédio mais vendido no Brasil. São várias semelhanças que fazem o espectador pensar: vivemos nesse mundo do filme?

A sociedade apresentada por Truffaut jamais poderia estar triste. O livro era o vilão causador das tristezas e por isso precisava ser extirpado. Uma analogia aos regimes ditatoriais vividos em vários países do mundo na época do lançamento da obra de Bradbury.

“Fahrenheit 451” foi o único filme de François Truffaut rodado em inglês. O diretor penou com o idioma, que não dominava o inglês e atritos com o protagonista Oskar Werner. A trilha de Bernard Hermann coroa muito bem o filme, sempre na hora certa. A caracterização dos cenários e figurinos fugiu do convencional futurismo no cinema, optando por um ar meio bucólico, meio singelo.


Clarisse e Linda Montag, em ótima atuação de Julie Christie.

Oskar Werner, para alguns, atuou friamente devido às brigas com o diretor. Na minha opinião, o austríaco deu o ponto certo ao personagem, que começa impassível diante das queimadas e muda conforme o filme se desenrola. Julie Christie está magnífica atuando em dois personagens completamente diferentes.
O "apático" Werner como Montag.

O filme é muito bom e fiel ao livro. Na minha opinião, conseguiu ser melhor que a obra de Bradbury. Merece uma refilmagem, há décadas prometida e nunca feita.

ENREDO: 5/5
ATUAÇÕES: 5/5
DIREÇÃO: 5/5
CINEMATOGRAFIA: 5/5
NOTA GERAL: 5/5




Frankenstein (1931) - 4,5/5


Título em português: Frankenstein Ano: 1931 / Direção: James Whale
Gênero: Horror / Ficção Científica / Elenco: Colin Clive, Mae Clarke, John Boles, Boris Karloff, Edward Van Sloan, Frederick Kerr, Dwight Frye, Lionel Belmore.

Obra prima da literatura gótica, "Frankenstein" é um chocante e transgressivo conto escrito por Mary Shelley e adaptado pelo diretor James Whale para as telas de cinema. Com incontáveis alterações em relação ao livro porém sem perder a essência do original, foi uma das primeiras aventuras faladas da história do cinema.

A história é a de Henry Frankenstein, um jovem ambicioso cientista obcecado pelos mistérios da vida e da morte que resolve criar o seu próprio ser humano à partir de restos de cadáveres e um cérebro de laboratório. Sua dedicação exacerbada para com o projeto desperta a preocupação de sua noiva, Elizabeth, que teme que seu amado esteja perdendo a sanidade aos poucos. Com a ajuda do Dr. Waldman e de Victor, amigo de Henry, eles vão ao encontro do mesmo afim de convencê-lo a desistir, que os apresenta sua invenção, uma criatura gigantesca, hiperbolicamente forte e muda. Henry mostra confiança de que irá domesticar a criatura, porém o Dr. Waldman alerta-o que isso poderia ser impossível já que o cérebro usado na criatura era o de um bandido, que ainda por cima havia sido danificado por descuido de Fritz, o assistente corcunda de Henry.

Junto da terrível descoberta, há uma sucessão de terríveis acontecimentos que culminam na demonização consensual da criatura no vilarejo, mas quem poderia parar uma criatura de pouco mais de dois metros e a força de 10 homens? Diria eu que nem uma garotinha inocente, metáfora irônica muito usada na cultura pop antes e depois de O Golem.

A direção e cinematografia são excelentes. O filme possui uma atmosfera extremamente lúgubre, reforçada pela brutalidade da narrativa, que não poupa esforços em mostrar todos os aspectos da personalidade dos personagens sem quaisquer tipos de censura. Os planos fechados com a criatura são bem desconfortantes, principalmente aqueles onde há enfoque nas expressões da mesma.

Não acho justo tecer grandes comparações com o livro, apesar de ser uma adaptação. A película notavelmente busca criar um próprio estilo para ser identificada individualmente e consegue, de certa forma. Há pouca associação do livro ao filme e eu diria que isso é algo bom. A relação conturbada entre a cria e o criador melhor desenvolvida não é percebida porém está nas entre linhas. Momentos como o em que os dois se encontram na colina traduzem uma série de pensamentos, questionamentos e confrontações, tudo aquilo em uma breve encarada.

Acho bacana a maneira como fizeram as cenas em que a garotinha é jogada no rio e que Henry cai do moinho. São visivelmente bonecos, mas há muita vida envolvida, os elementos ao redor fazem questão de contextualizar tudo de tal maneira que poderia ser um papelão que ainda soaria realista.

A atuação de Colin Clive é um bocado importante para a seriedade do roteiro ser preservada, ele está fantástico aqui. Boris Karloff também não decepciona como o monstro de Frankenstein, muito assustador com suas bochechas "chupadas". Os rugidos da criatura são bem convincentes também.

O elenco de apoio é competente. Dwight Frye muito bem, Edward Van Sloan também, Mae Clarke, John Boles, Frederick Kerr.

Enfim, "Frankenstein" é uma obra avançada e pesada que revolucionou o gênero do horror como o víamos.

ENREDO: 4/5
ATUAÇÕES: 4/5
DIREÇÃO: 4,5/5
CINEMATOGRAFIA: 4,5/5
NOTA GERAL: 4,5/5


Tempo de Despertar / Awakenings (1990) - 4,5/5


Título em português: Tempo de Despertar / Título original: Awakenings / Ano: 1990 / Direção: Penny Marshall
Gênero: Drama / Elenco: Robert De Niro, Robin Williams, Penelope Ann Miller.
  
Malcolm Sayer (Robin Williams) é um pesquisador da área botânica que aceita trabalhar como neurologista de um hospital psiquiátrico em Nova Iorque. Em sua incursão ao hospital, Sayer se depara com pacientes aparentemente catatônicos, mas apresentando peculiaridades que os diferiam dos demais. Um desses pacientes era Leonard (Robert De Niro), paralisado desde criança. Ao observar casos semelhantes, Sayer resolve usar uma nova droga chamada L-DOPA em Leonard. Ele sai do estado catatônico e, com isso, os demais pacientes passam a utilizar o remédio em seu tratamento.

Leonard (De Niro) em estado catatônico.
O saudoso Robin Williams pendia ora para a comédia ora para o drama com maestria. Vemos o exemplo disso em ‘Tempo de Despertar”. Seu Dr. Sayer parece jogado ao precipício, pois nunca havia trabalhado com pacientes até então. De Niro cria um personagem muito verdadeiro, pinçando cada alteração de comportamento de Leonard com maestria. Poucos atores conseguem fazer um personagem com tantas faces sem cair na caricatura.

Dr. Sayer (Robin Williams) fazendo testes com uma paciente com o mesmo problema de Leonard.

Muitos podem rotular o filme de “melodramático”. Não é. “Tempo de Despertar” trata da emoção humana. Todas as aflições do ser humano estão presentes nos personagens. Em determinado ponto do filme, Leonard filosofa sobre a relevância da vida, o que deixa Sayer intrigado: ele é um louco ou um gênio?

Os efeitos do remédio fazem Leonard sair do estado anterior e se apaixonar pela filha de um paciente (Penelope Ann Miller).

Não vemos grandes inovações da direção porque o filme prende a atenção por seu roteiro e personagens, apenas. A força da história não necessita muito mais que isso. Ainda assim, cenários e reconstituição histórica são muito caprichados, retomando bem a década de 60. A história é baseada na vida do Dr. Oliver Sacks, premiado neurologista que realizou experimento semelhante com seus pacientes.

Vale a pena ver “Tempo de Despertar”. São filmes assim que demonstram a força do cinema, tão invejada e tão aplaudida por tanta gente.

ENREDO: 5/5
ATUAÇÕES: 5/5
DIREÇÃO: 4,5/5
CINEMATOGRAFIA: 5/5

NOTA GERAL: 4,5/5



Louca Obsessão / Misery (1990) - 4,5/5


Título em português: Louca Obsessão / Título original: Misery / Ano: 1990 / Direção: Rob Reiner
Gênero: Horror / Thriller / Suspense / Elenco: James Caan, Kathy Bates, Richard Farnsworth, Frances Sternhagen, Lauren Bacall, Graham Jarvis

"Misery" não é só o ponto chave da carreira da Kathy Bates, fundamental para a elevação de seu status ao topo, como uma das obras mais influentes para o gênero de suspense em sua época, uma aula de direção e cinematografia e um exemplar cristalino de como fazer um bom thriller que desperta a ansiedade do telespectador até ele roer as unhas.

O diretor era o até então pouco atuante Rob Reiner, filho do lendário Carl Reiner. Rob possuía um histórico interessante, mas um acerto particularmente notável era o na aventura dramática "Conta Comigo" de 1986 que obteve uma grande aprovação da crítica e aceitação do público. Pontuável também "O Panaca" de 1979 com Steve Martin, sublime comédia.

O roteiro de "Louca Obsessão" conta a história do escritor Paul Sheldon (Caan), que à rumo do Colorado logo após ter completado seu livro, sofre um acidente de carro na neve mas é resgatado pela enfermeira Annie Wilkes (Bates) que se auto intitula a fã número 1 de Sheldon. Rapidamente os dois estabelecem um vínculo emocional forte, já que se veem por dias inteiros. Porém após crises e surtos violentos de Annie, Sheldon começa a questionar a saúde mental da mulher que está lhe cuidando.

Annie cuidando do enfermo Sheldon.

A apresentação do duplo temperamento de Annie é bruta porém bem compassada. Demora relativo bom tempo para tudo ser "mastigado" corretamente pelo telespectador.

Todas as cenas que envolvem a duplicidade de Annie são bastante bem feitas, tanto as em que ela demonstra crueldade e mania (as que possuem um horror natural nelas) quanto as em que ela é dócil e adorável, onde Kathy Bates consegue gelar a espinha do público com sua aparente imprevisibilidade total.

O relacionamento de Sheldon e Wilkes também é muito bem pensado. Sheldon odeia Annie, mas mascara isso com agrados e comentários lisonjeiros, e é muito convincente nisso. Mal pude conter meu pensamento de que ele estava, à partir de um certo momento, começando a apreciar tudo aquilo. Não gostaria que me levassem à mal, pois seria uma abordagem muito interessante da síndrome de Estocolmo. O protagonista, entretanto, trata de selar todas as dúvidas sobre a opinião dele de Annie no clímax do filme,

Um dos vários "close-up" no rosto de Kathy Bates ao longo do filme.

Já a visão de Wilkes sobre Sheldon é um ponto um tanto quanto mais complexo de ser analisado. Wilkes parece amar mais a obra de Sheldon que o próprio, mesmo que o ame também e se sinta reprimida pelo mesmo por sua má aparência, como ela revela em uma das cenas. Porém Annie é extremamente cínica e agressiva com Sheldon quando vê que suas investidas não estão levando à lugar algum e isso me leva à crer fortemente que não é apenas admiração que ela nutre por Paul.

Buster (Farnsworth) é um personagem fútil, porém que proporciona algumas ótimas cenas no filme. No entanto, ainda acredito que ele poderia ter sido melhor desenvolvido. A forma como ele associa crimes de um passado distante à Annie e à Sheldon são bem "chifrin", uma bola fora da narrativa do filme que é bem coesa na maior parte do tempo.

A trilha sonora é interessante e pontual, mas um pouco genérica demais.

O clímax é persistente e intenso, de deixar de queixo caído, uma boa maneira de finalizar o filme tão bem.

Enfim, "Louca Obsessão" é o thriller ideal: uma história bacana, grandes atuações, ação, suspense e horror em doses altíssimas. Um espetáculo.

ENREDO: 3,5/5
ATUAÇÕES: 4,5/5
DIREÇÃO: 4,5/5
CINEMATOGRAFIA: 5/5
NOTA GERAL: 4,5/5